Versões (não covers)


written by Marco Sassen on January 30, 2016

Bom dia, boa tarde, boa noite! Olá pessoal, Guile Suarez passando por aqui para jogar conversa fora ao som das grandes bandas!

 

Hoje vamos falar das grandes bandas que reverenciam outras grandes bandas. Sem a falta de imaginação ou o oportunismo do som igual ao original! Versões! Não covers!

 

Da alvorada noventista americana, entre os grunges e os novos punks, saiu Greg Dully e o seu Afghan Whigs. AW é uma das bandas mais pornográficas que já escutei. A maioria de suas letras abortam temas picantes, são sugestivas ao sexo e a ambiguidade no duplo sentido. Até quando resolve fazer versões das bandas que gosta, Dully escolhe sempre algo a ver com o seu maior apreço. Afinal, se “tudo que ela faz é mágico”.

 

“EVERY LITTLE THING SHE DOES IS MAGIC”

 

ORIGINAL : THE POLICE

VERSÃO : THE AFGHAN WHIGS

 

Mais ou menos da mesma época noventista que o AW, o então Keith Caputo junto ao Life of Agony, criativamente, fizeram umas das versões mais interessantes que já tive notícia. Transformaram o clássico oitentisa “Don’t You (Forget About Me)” – dos escoceses do Simply Minds e trilha do super sessão da tarde “Clube dos Cinco” – em uma variação intensa de calma e fúria, que até hoje me deixa na vontade de escutar de novo, e de novo…

 

“DONT’YOU (FORGET ABOUT ME)”

 

ORIGINAL: SIMPLY MINDS

 

VERSÃO: LIFE OF AGONY

 

Outra versão que atravessa estilos de música, é a de “Changes”, música do Black Sabbath levada para os caminhos do Soul pelas mãos do talentoso Charles Bradley . A carga emotiva trazida na interpretação de Charles é marcante! Além da ótima variação dada a este clássico dos anos 70.

 

“CHANGES”

 

ORIGINAL: BLACK SABBATH

VERSÃO: CHARLES BRADLEY

 

Uma versão bem divertida e com um vídeo idem, vem com “Take On Me”, mais famosa das crias do A-Ha, pelos americanos do Reel Big Fish. Lançada em meados dos anos noventa, durante a boa safra de bandas dos EUA que misturavam elementos de Ska (tendo o The Mighty Mighty Bosstones, como a mais significativa delas), o RBF acertou em cheio nesta versão. O que na época, acabou dando fôlego para o próprio A-Ha, sendo lembrado por onde a música tocava.

 

‘TAKE ON ME”

 

ORIGINAL: A-HA

 

VERSÃO: REEL BIG FISH

 

O Homem de Preto, Johnny Cash, embarcou em uma série de gravações, um pouco antes do fim da vida, chamadas American (Vols I ao VI), entre as canções, estão várias versões de diferentes artistas: Neil Young, Soundgarden, Depeche Mode, Nick Cave, U2 e vários outros. Mas, uma versão particularmente chamou ainda mais atenção… “Hurt” do Nine Inch Nails. Banda de Trent Rezor, pirado de papel passado. Assim como na versão de Charles Bradley para “Changes”, a carga emocional na voz desgastada de Johnny Cash emociona. Quem conhece um pouco a história desta lenda, entende como a música caiu bem a essa versão. Excepcional! Maravilhoso!

 

ORIGINAL: NINE INCH NAILS

VERSÃO: JOHNNY CASH

 

É necessário ter criatividade, talento mesmo, para fazer uma boa homenagem a uma grande canção, a um grande artista. Quase por fazer a música de novo. Muita gente boa ficou de fora, mas vale uma conversa em uma outra hora, tomando uma gelada, pelas mesas do Jângal!

 

Aquele abraço!

 

Guile Suarez

Colunista no Site Rock Music I Cervejeiro de plantão.


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  • Jéssica Dourado

    Muito booooooom Guile! Engraçado tava assistindo o Clube dos Cinco semana passada pela milésima vez! Muito bom texto, como sempre simples e objetivo. Abraços

  • Alexandre "Sem Nome"

    Muito bom, Guila!